sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

sábado, 20 de dezembro de 2008

"I am worse at what I do best"



Passei a noite inteira procurando algo pra escrever. Algo que realmente valesse a pena, depois de tanto tempo de reclusão. Não quero mais esse ultra-romantismo comedido que de uns tempos pra cá tem me perseguido exaustivamente. A realidade das coisas cada vez mais me desperta a atenção para o mundo e me certifica de minha sina pela busca dos inconscientes inconstantes. Porra de contos de fadas! Nada disso tem um fundamentalismo concreto, um motivo que explique a veracidade ou o motivo dos acontecimentos. Cansei dessa vida de ápices de extrema felicidade que a cada momento mudam! A alegria era sempre tristeza que me enganava.Tenho um enorme desgosto de tudo. E não tenho mais paciência sequer pra sentar e ler uma página de qualquer romance sentimentalóide.
É tudo muito escuro aqui e ao mesmo tempo uma luz que brilha em uma janela bem distante prova que não sou o único entediado e sem sono. E meu enorme ego diminui um pouco. Pode ser que estejam a trabalhar ou a terminar algum trabalho da faculdade no computador ou a ver filme ou a fazer milhares de coisas, que seja. E eu aqui, a lastimar a pobre e velha juventude perdida. Mas o que ainda me serve de estímulo pra continuar é que, apesar de tudo, apesar de minha condição eterna de incapaz, o mundo ainda segue por si só, e as casas comerciais nunca fecham, e as pessoas andam todos os dias para lá e para cá, e vão para seus trabalhos, e voltam para suas casas, e às vezes choram, e às vezes estão felizes, e no final das contas muita coisa não muda. O ato de derramar uma lágrima por qualquer motivo é o sentimento mais abrangente de todos. Se se está feliz, se chora. Se se está triste, se chora. E se se morre de amor, também se chora. As lágrimas sempre estiveram comigo e meu coração de bom moço sempre foi o meu túmulo. Vou comemorar e dançar até a exaustão de um mundo em colapso.

E no final das contas muita coisa não muda. Inclusive eu, que continuo, como sempre, passível a esperar no banquinho, ou não. Half man I should be. Ah, e porta-voz também.